sexta-feira, julho 22, 2016

Circuito de Bem com a Vida 11km Votorantim SP - 17/07/2016

ITai Ji Quan presente ao evento, parabéns 
Casti com as técnicas de Tai Chi Chuan obteve o 1•lugar na categoria de faixa etária em 1:05:27.




O Universo do Tai Chi Chuan, Roque Enrique Severino

Mestre Yang Lu Chan diz: "A essência do Tai Chi Chuan encontra-se na regulagem entre o movimento e a tranquilidade, Yang e Yin".

"O primeiro passo num bom aprendizado de Tai Chi Chuan é conhecido como o "treino da consciência". Isto se refere a repetição minuciosa de cada movimento que nos leva a transformar nossos hábitos mais primários, como por exemplo o hábito de caminhar, endireitar a nossa coluna, olhar para a frente, o gestual com as nossas mãos, entre outros.

Constantemente realizamos esses atos, porém em função dos condicionamentos psíquicos ou das emoções conflitivas, nossa expressão corporal na maioria dos casos é apenas um reflexo do caos reinante em nosso ser.

A tranquilidade surge do silêncio interior, ou seja, quando por breves segundos conseguimos parar, ou melhor, nos abstrair de nossa constante tagarelice mental. A tranquilidade física não pode coexistir se previamente não houver uma tranquilidade mental. Essa tranquilidade mental é conhecida como "meditação" - chan em chinês, zen em japonês, shine em tibetano, vipásana em sanscrito. E para obtermos tranquilidade em nossa vida, em nossos atos, em nossas palavras, será absolutamente necessário adquirir a calma mental.

Yang é sinônimo de consciência, movimento, atividade iluminada, clareza em nossas palavras e ações. Yin é sinônimo de tranquilidade, moderação, compaixão, cordialidade e respeito.

Então, ao considerarmos a regulagem entre Yin e Yang a essência do Tai Chi Chuan, temos aqui o treino que nos permite atingir a maestria entre a ação e o repouso, o duro e o suave, o vigor do golpe que ao mesmo tempo está apoiado na absoluta tranquilidade interior; quando isso realmente acontece podemos dizer que atingimos o domínio sobre o tempo e o espaço. Isso também é a essência da meditação.

Podemos tomar como exemplo o movimento dos olhos. Quando eles estão se movimentando muito rapidamente durante a prática da forma de 103 movimentos, indica muita atividade pensante, isto é, "muito movimento" interior, muita tagarelice interior, muita comparação com os nossos colegas.

A quietude então surge quando nossa mente está em paz, os nossos olhos estão sempre repousando na altura do local por onde passam as nossas mãos, que não é por acaso que sempre passam pela região do nosso coração.

Outro exemplo de quando há movimento demais em nosso interior, nossa cabeça começa a curvar-se de forma indefectível. Se formos muito críticos conosco mesmos, nossa cabeça estará sempre dirigida para baixo, já que ao sermos críticos com as nossas posturas, imediatamente sentiremos vergonha de mostrá-las; automaticamente estaremos sempre recriminando nossos movimentos e, por consequência, acabaremos errando ou nos esquecendo dos movimentos. Esse esquecimento é um esgotamento completo de nossa mente racional que simplesmente "desliga" ao não suportar tanta pressão.

Quietude neste caso é simplesmente executar os movimentos e entregar a todos os que estão observando os frutos de nosso esforço. Implica, assim, eliminar de nosso espírito qualquer sentimento de competição e de agressão interna, assim como qualquer sentimento de arrogância por nos acharmos melhores que os outros.

"Tranquilidade" significa simplesmente fazer a sequência de forma autêntica e humilde.

Livro: O Universo do Tai Chi Chuan, Roque Enrique Severino

quarta-feira, junho 22, 2016

Estudo questiona a relação entre consumo de gordura e ganho de peso

Uma pesquisa publicada ontem na revista científica Lancetquestiona leis da nutrição ao mostrar que nem sempre comer alimentos ricos em gordura leva ao ganho de peso. Pelo contrário, na pesquisa, que acompanhou 7.447 voluntários por cinco anos, a dieta que teve o pior resultado foi aquela que cortou a ingestão de comidas gordurosas.Isso não quer dizer que o consumo de bacon está liberado, mas é mais um golpe contra as dietas que pregam a baixa ingestão de gordura, principalmente de origem vegetal –azeites e castanhas, por exemplo.
Castanha-do-pará, que tem 63 gramas de gordura e 643 calorias em 100 g do alimento
Castanha-do-pará, que tem 63 gramas de gordura e 643 calorias em 100 g do alimento

Os voluntários foram divididos em três grupos, cada um seguiu um cardápio diferente. No primeiro, os participantes adotaram a dieta mediterrânea, baseada no consumo de peixes, vegetais, frutas, pão e cereais integrais. Além de seguir o regime, eles ganharam azeite de oliva e foram instruídos a consumir 50 ml por dia (cerca de 415 calorias).

No segundo grupo, em vez de azeite, os participantes ganharam castanhas e foram aconselhados a comer 30 gramas diariamente (aproximadamente 200 calorias). E, no último grupo, a orientação era evitar o consumo de qualquer tipo de gordura.

Em cinco anos, todo mundo perdeu um pouco de peso, mas quem mais perdeu foram aqueles que ingeriram azeite de oliva –em média, os participantes desse grupo baixaram cerca de um quilo.

O tamanho da cintura de todos os participantes subiu ligeiramente. De novo, quem teve o pior resultado foi o grupo que comeu menos gordura (os voluntários ganharam cerca de 1,2 centímetros de cintura).

“As políticas de saúde têm defendido a restrição da gordura há 40 anos, mas isso não têm significado redução nos níveis de obesidade”, diz Ramon Estruch, pesquisador da Universidade de Barcelona e coordenador do trabalho.

“Nosso estudo mostra que uma dieta rica em gorduras vegetais teve pouco efeito sobre o peso corporal ou a circunferência da cintura em comparação com uma dieta com restrição de lipídios”, diz. Mas alerta: “Nossos resultados certamente não indicam que as dietas com altos níveis de gorduras não saudáveis, como manteiga, carnes processadas e fast-foods, são benéficas.”

SEGUNDO CAPÍTULO

Não é a primeira vez que a ciência redime a gordura. Há dois anos, uma pesquisa publicada no periódico “Annals of Internal Medicine” questionou a relação entre a ingestão de gordura saturada e a ocorrência de doenças cardiovasculares. Quem comia mais esse tipo de gordura, considerada não saudável, não tinha mais doenças do coração.
Fonte: Juliana Vines

terça-feira, junho 21, 2016

Infartos aumentam 30% no inverno, alerta cardiologista do Incor

Os infartos - bloqueio do fluxo sanguíneo para o músculo do coração - aumentam 30% durante o inverno, com temperaturas médias abaixo de 14ºC, em comparação com o verão. O alerta é do professor associado da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) Luiz Antônio Machado César, diretor da Unidade de Doença Coronária Crônica do Instituto do Coração (Incor).

"Com infecção respiratória, quem tem doença coronária tem mais chance de ter uma ruptura de uma placa de gordura, e ter um infarto. E, no frio, costuma-se ter mais os vasos contraídos, e ocorrer espasmos nas artérias. E se tiver uma placa em uma artéria coronária [do coração] que tiver um espasmo, pode romper a placa e levar a um infarto", destaca o professor.

Vacinação contra gripe

O cardiologista reforça que a vacinação contra a gripe tem papel importante na diminuição dos infartos cardíacos.

"Por isso, quando se vacinam as populações contra a gripe, o idoso é prioridade, porque a medida reduz a taxa de infarto na população idosa. Uma inflamação por causa de uma infecção grave, como a gripe, tendo ou não pneumonia associada, é um motivo para ter infarto."

Além dos três motivos apontados pelo professor, regiões em que há concentração de poluição, como a capital paulista, têm um fator a mais que favorece o surgimento de complicações cardíacas. "No caso de São Paulo, tem a poluição que aumenta. E existe uma relação: mais poluição, mais infarto", ressalta.

Além do aumento de casos de infarto, o cardiologista alerta que estudos indicam ainda que o frio pode fazer elevar a ocorrência de acidente vascular cerebral (AVC), ou derrame.


Fonte: 

Bruno Bocchini

da Agência Brasil 

Marivaldo Oliveira/Código 19/Estadão Conteúdo

domingo, junho 12, 2016

6a Meia Maratona Pague Menos Campinas SP - 21 km 12/06/2016

IOTai Ji Quan presente no evento. Castiliana novamente de parabéns, 2:23 5o lugar na Faixa Etária.

Com a ilustre presença de Mário e esposa,  neste dia dos namorados.
Com a companhia de Lucia Helena D Agostino durante parte do percurso.

terça-feira, maio 31, 2016

Por que os sintomas da rinite melhoram com a exclusão dos laticínios?

Ainda tenho algumas crises de espirro quando sinto um cheiro muito forte, como perfumes (baratos e caros), ou quando entro em algum lugar com muita poeira e mofo. Mas, depois do veganismo, minha rinite melhorou uns 95,7%. E eu não fui abençoada com nenhum milagre, simplesmente deixei de comer queijos e de beber leite.

Já ouvi muito “riniteiro” dizer que excluiu os laticínios da dieta e mesmo assim as crises continuaram. Mas sempre digo que a melhora não acontecerá de um dia pro outro e que quem sofre de rinite, raramente ficará livre dos espirros e da coceira sem fim no nariz e nos olhos.

O que nós, “riniteiros”, podemos fazer é controlar os sintomas. Isso se faz evitando os agentes causadores das crises alérgicas, como pó e perfume forte, tomando vacina, remédio ou eliminando os laticínios. Eu fiquei com a última opção (e também sou meio neurótica com o pó em casa), mas nunca ninguém tinha me falado sobre a relação entre rinite e alimentação. Aprendi sobre isso por acaso, escrevendo uma reportagem para a Revista dos Vegetarianos.

Por que leite e queijo pioram a rinite? 

O consumo de laticínios piora a rinite porque aumenta a produção de muco

O consumo de laticínios piora a rinite porque aumenta a produção de muco

O corpo produz muco por si só. O que é ótimo para a saúde, porque essa substância pegajosa serve para hidratar o pulmão, lubrificar o esôfago, reter e eliminar micro-organismos que entram pelas vias aéreas, entre outras coisas. Ou seja, em quantidades normais, o muco é uma mão na roda para o sistema imunológico. O problema é quando o corpo começa a produzir muco demais.

Isso pode acontecer quando a pessoa consome leite e derivados em excesso, por exemplo, pois os produtos lácteos causam um aumento na produção de muco ou engrossam o catarro existente. Além disso, me explicou a nutricionista Priscila Di Ciero, o leite tem muitas moléculas que conseguem atravessar e desequilibrar a mucosa intestinal.

O organismo entende então que essas moléculas são substâncias estranhas e, portanto, devem ser combatidas e eliminadas. “As reações subsequentes desencadeiam aumento de produção de muco. E isso se deve às proteínas encontradas no leite de vaca que passam para a circulação sem serem devidamente digeridas”.

Por que você nunca ouviu falar disso antes? 

Colunista do Huffington Post e autora do blog Healthy Eating Rocks, a nutricionista americana Carole Bartolotto me disse que é possível ter uma melhora significativa da rinite depois de dois meses sem consumir nada de leite e derivados. E me contou por que até então eu nunca tinha ouvido falar dos malefícios dos laticínios.

“O lobby da indústria leiteira é muito forte. Leite e derivados são mencionados de maneira positiva em textos acadêmicos nas faculdades de nutrição. Porém, essas pesquisas foram financiadas pela indústria leiteira, assim como conferências para profissionais da saúde. Como nutricionista, por anos fui inundada com informações e publicidade sobre os benefícios do leite. Por isso, sei que muitos médicos não têm informação suficiente para dizer que os laticínios fazem mal. Além disso, muitos deles não entendem o impacto que a alimentação tem na saúde e no desenvolvimento de doenças”.

E o cálcio? 

De fato, a gente cresceu ouvindo que leite e derivados são as únicas fontes confiáveis de cálcio, nutriente fundamental para os ossos. Por isso, sempre fica a dúvida: se devo eliminá-los da minha alimentação para melhorar a rinite, como faço pra manter a saúde dos meus ossos?

O cálcio presente no brócolis é melhor absorvido pelo organismo do que o cálcio dos laticínios

O cálcio presente no brócolis é melhor absorvido pelo organismo do que o cálcio dos laticínios

Pra resumir: boas fontes de cálcio são tofu, amêndoa, agrião, brócolis, couve, gergelim, ameixa seca, aveia, lentilha, espinafre e açaí. O cálcio do brócolis, aliás, o organismo consegue absorver melhor até do que o cálcio dos laticínios.



Fonte:
https://blogcasavegana.wordpress.com/2016/05/25/por-que-os-sintomas-da-rinite-melhoram-com-a-exclusao-dos-laticinios/

segunda-feira, maio 23, 2016

Injeção de bolhas ajuda a tratar infarto

MARIANA VERSOLATO
EDITORA-ADJUNTA DE "COTIDIANO"

23/05/2016 02h00

Zanone Fraissat/Folhapress
O acupunturista José Luiz Eusébio, 47, que participou de estudo do Incor sobre infarto
O acupunturista José Luiz Eusébio, 47, que participou de estudo do Incor sobre infarto

Um inusitado tratamento contra infarto que usa uma injeção com cerca de 2 bilhões de microbolhas de gás é seguro e eficaz na desobstrução dos vasos sanguíneos e ainda melhora a função do coração, aponta um novo estudo.

O artigo, de autoria de brasileiros em parceria com um pesquisador americano, sairá nesta segunda (23) em uma das principais revistas científicas de cardiologia do mundo, o "Journal of the American College of Cardiology".

As microbolhas funcionam como uma espécie de dinamite que explode o coágulo (que impede a circulação sanguínea e causa o infarto). Elas são injetadas e correm livremente pelos vasos sanguíneos até se depararem com esse bloqueio, e ali se acumulam. Aí entra um aparelho de ultrassom, que é colocado no peito do paciente e faz com que as microbolhas vibrem e destruam o coágulo, liberando novamente a passagem para o sangue.

A ideia surgiu há cerca de 20 anos, quando um grupo no Canadá mostrou, em ensaios in vitro, que as bolhas expostas a um campo de ultrassom podiam romper coágulos.

Em 2004, pesquisadores da Universidade de Nebraska (EUA) testaram a técnica em animais. Em 2014 foram iniciados os testes em humanos, numa parceria do Incor (Instituto do Coração do Hospital das Clínicas da USP) com os americanos.

Durante o estudo, pacientes que chegavam ao pronto-socorro do hospital com infarto agudo eram convidados a participar da pesquisa. Caso concordassem em se submeter ao novo tratamento, recebiam a injeção de microbolhas e o ultrassom até que fossem chamados para receber a terapia convencional, que inclui medicamentos e angioplastia para desobstrução das artérias coronárias.

Os resultados preliminares do estudo, que avaliou a segurança da técnica, mostram que aqueles que receberam a injeção tiveram maiores índices de abertura da artéria obstruída e de recuperação do miocárdio quando comparados àqueles que não passaram pela técnica mas receberam o tratamento convencional.

"A terapia também conseguiu romper os coágulos menores que se soltam do coágulo maior. Eles vão obstruindo os 'ramos' da coronária e são inacessíveis pela angioplastia", diz Wilson Mathias Jr., diretor da unidade de ecocardiografia do Incor e coordenador-chefe da pesquisa.

Roberto Kalil Filho, presidente do Incor, lembra que o infarto é a doença que mais mata no mundo, apesar da tecnologia e dos medicamentos disponíveis hoje. "Cada segundo de artéria fechada é mais tempo de coração morrendo. Quanto antes você conseguir abrir a artéria e jogar o sangue de novo ali, maior a sobrevivência e menor o risco de sequelas", afirma. "Esse é mais um método para ajudar a salvar vidas, e esses resultados iniciais mostram que ele é bom, simples e sem riscos."

O cardiologista do HCor (Hospital do Coração) e professor da USP Leopoldo Piegas, que não esteve envolvido no trabalho, avalia a técnica como promissora. "O trabalho tem um resultado impressionante, impactante. Houve melhora na abertura das artérias, na função do ventrículo esquerdo do coração e na contratura do músculo, o que sugere uma melhora da circulação. Toda técnica que ajudar a abrir artérias no tratamento do infarto é bem-vinda", diz.

"Mas é um trabalho inicial, que precisa ser replicado com mais pacientes até para observar possíveis efeitos colaterais num grupo maior." Ele lembra que outro trabalho que avaliou a técnica apontou efeitos adversos, como um espasmo na artéria coronária que causou sua constrição –coisa que não ocorreu no trabalho feito no Incor.

Os resultados publicados têm como base o tratamento de 30 pessoas. Hoje o Incor já tem 42 pacientes e o hospital pretende chegar a cem. José Luiz Eusébio, 47, foi um dos pacientes que participou do estudo. Em janeiro de 2015, o acupunturista estava na região do Anhangabaú, em São Paulo, quando começou a passar mal. Pegou o metrô e deu entrada no pronto-socorro do Incor, onde soube que estava tendo um infarto.
Na sua família, outras três pessoas tinham tido o problema. Desde então, mudou hábitos: começou a praticar artes marciais e já perdeu 18 kg.

Tanto Kalil como Mathias apontam para a possibilidade de a terapia ser usada em centros não especializados, como postos de saúde, e em ambulâncias, pelo fato de não oferecer risco de hemorragia como certos medicamentos. "Se comprovar eficácia em outros estudos, acredito que o tratamento será aprovado rapidamente. Aí é só uma questão de entrar no mercado e ver o custo", diz Kalil.


Fonte:  http://m.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/2016/05/1774046-injecao-de-bolhas-ajuda-a-tratar-infarto.shtml?cmpid=fb-uolnot

Corrida Fazenda do Limoeiro - Itú - SP 16km

Tai Ji Quan presente ao evento.




Show de prova e organização, 2:15.
#fujadoasfalto
Pena ter pipoca retirando medalha de outros que pagaram a referida inscrição.



terça-feira, maio 03, 2016

Cientistas desenvolvem adesivo de insulina que pode substituir injeções

Adesivo detecta alta do nível de açúcar e libera dose de insulina no corpo. Testes feitos em roedores ocorreram com sucesso.
23/06/2015 07h37 - Atualizado em 23/06/2015 07h38
Da EFE
O pequeno adesivo de insulina foi desenvolvido por cientistas de universidade dos Estados Unidos (Foto: Divulgação/PNAS)
O pequeno adesivo de insulina foi desenvolvido por cientistas de universidade dos Estados Unidos (Foto: Divulgação/PNAS)

Um pequeno adesivo de insulina, quadrado e não maior que uma moeda de um real, poderia substituir as injeções para diabéticos, segundo um estudo publicado na edição desta semana da revista científica da Academia Americana de Ciências, a "PNAS".

O adesivo pode detectar os aumentos nos níveis de açúcar no sangue e liberar dose de insulina na corrente sanguínea quando for necessário. Até agora o adesivo só foi testado em roedores com diabetes de tipo 1, mas, segundo seus criadores, os resultados deste estudo são "promissores" em relação a seu sucesso em humanos.

De fato, os cientistas sustentam que os efeitos estabilizadores do adesivo poderiam ser inclusive mais duráveis em humanos, dado que têm mais sensibilidade à insulina que os animais usados no experimento.

"Criamos um adesivo para diabetes que funciona rápido, é fácil de usar e é feito de material não tóxico e biocompatível", explicou Zhen Gu, um dos autores do estudo, elaborado por cientistas da Universidade da Carolina do Norte e a Universidade do Estado da Carolina do Norte, nos Estados Unidos.

"O sistema pode ser personalizado em função do peso da pessoa diabética e sua sensibilidade à insulina, razão pela qual podemos tornar ainda mais inteligente este adesivo inteligente", acrescentou o pesquisador.

Os autores do estudo destacaram que as injeções de insulina atuais representam um processo para o paciente que é "doloroso e impreciso".

"Injetar-se uma quantidade incorreta de medicação pode derivar em complicações significantes como cegueira e amputações de extremidades, ou consequências mais desastrosas como o coma diabético ou a morte", destacou John Buse, outro dos autores da pesquisa.

Segundo o estudo, o diabetes afeta mais de 387 milhões de pessoas no mundo todo, e espera-se que o número aumente até 592 milhões para o ano 2035.

Diabetes - infográfico (Foto: G1)






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