quinta-feira, setembro 18, 2014

Adoçantes artificiais podem causar hiperglicemia

Consumo rotineiro desses produtos em substituição ao açúcar pode causar problemas de saúde equivalentes ao da obesidade, como diabetes tipo 2, segundo pesquisadores de Israel.
Adoçantes são muito usados com café. Foto: Julius Schorzman/Wikipedia
O consumo de adoçantes artificiais, como aspartame, sucralose e sacarina, pode elevar o nível de glicose no sangue e causar doenças metabólicas semelhantes às associadas à obesidade, segundo um estudo publicado na revista Nature. Segundo a pesquisa, pessoas que consomem esses produtos regularmente como substitutos do açúcar, com o objetivo de perder ou evitar o ganho de peso, podem estar colocando sua saúde em risco da mesma forma que uma pessoa obesa.
Em experimentos com camundongos, realizados em Israel, os pesquisadores demonstram que o consumo desses adoçantes artificiais — que milhões de pessoas colocam em seu cafezinho diariamente e estão presentes em um grande número de produtos “light” ou “diet” no supermercado— pode causar a chamada intolerância à glicose, uma condição metabólica que inclui várias doenças caracterizadas pelo excesso de açúcar no sangue (hiperglicemia); entre elas, a diabetes tipo 2.
“Nossas descobertas sugerem que os adoçantes artificias não calóricos (NAS, na sigla em inglês) podem ter contribuído diretamente para piorar exatamente a epidemia que lhes cabia combater”, escrevem os pesquisadores, do Weizmann Institute of Science, referindo-se à epidemia de obesidade que se espalhou pelo mundo nas últimas décadas e que está, em grande parte, associada ao aumento no consumo de açúcares.
Esse “tiro pela culatra” metabólico ocorre, segundo eles, porque os adoçantes alteram a composição da microbiota (ou flora) intestinal — o conjunto das bactérias que vivem dentro do intestino humano e são fundamentais para uma série de processos fisiológicos ligados à alimentação —, e essas alterações aumentam a quantidade de glicose no sangue.
Ou seja: a pessoa evita o ganho de peso associado às calorias do açúcar, mas sofre os efeitos fisiológicos do excesso de peso da mesma forma, pelo menos no que diz respeito à glicemia.
Os pesquisadores demonstraram isso incorporando adoçantes artificiais não calóricos à dieta de camundongos e percebendo que o nível de glicose no sangue deles era muito mais elevado do que o de camundongos alimentados com a mesma dieta, só que “adoçada” com açúcar de verdade. Para confirmar que o problema estava associado a alterações na microbiota intestinal, eles trataram os camundongos com antibióticos (ou seja, mataram as bactérias do intestino) e viram que os níveis de glicose voltaram ao normal, apesar da dieta com adoçantes ter continuado igual. Para ter ainda mais certeza, na sequência, transplantaram as fezes desses animais alimentados com adoçantes para o intestino de camundongos “germ-free” (livres de qualquer microrganismo) e viram que o nível de glicose no sangue deles aumentou — ou seja, a hiperglicemia foi induzida somente pela aquisição da microbiota alterada, mesmo em animais que nunca ingeriram adoçantes.
Para testar a hipótese em seres humanos, os pesquisadores compararam a flora intestinal de cerca de 380 pessoas e confirmaram que a composição da microbiota de fato variava significativamente entre aquelas que consumiam açúcar e as que utilizavam adoçantes artificiais. Além disso, colocaram sete pessoas numa dieta rica em adoçantes artificiais e viram que a glicemia delas aumentou significativamente em alguns dias — quase que imediatamente. Não satisfeitos, ainda transplantaram fezes dessas pessoas para o intestino de camundongos “germ-free” e viram que, mais uma vez, a microbiota alterada deixou os animais hiperglicêmicos.
Ou seja, os resultados são bastante robustos.


Bactérias da flora intestinal, vistas pelo microscópio e coloridas artificialmente para visualização. Crédito: Photograph by Martin Oeggerli, with support from School of Life Sciences, FHNW / via National Geographic
A pesquisa não chega a provar que o consumo de adoçantes artificiais causa diabetes tipo 2 diretamente, nem outras doenças ligadas à hiperglicemia, mas indica que pode haver um correlação forte entre as duas coisas, mediada pelas alterações da microbiota intestinal. Segundo os cientistas israelenses, o uso em massa desses produtos precisa ser “reavaliado”.
“Em resumo, nossos resultados sugerem que o consumo de adoçantes artificiais não calóricos (NAS), tanto em camundongos quanto seres humanos, aumenta o risco de intolerância à glicose, e que esses efeitos metabólicos adversos são mediados pela modulação da composição e função da microbiota”, escrevem os autores.
“Vistos conjuntamente, os dados de Suez e seus colaboradores indicam que o consumo de NAS pode contribuir para, em vez de aliviar, o desenvolvimento de condições metabólicas relacionadas à obesidade”, reforçam Taylor Feehley e Cathryn Nagler, pesquisadores da Universidade de Chicago, em uma análise que acompanha o trabalho na Nature.
É importante ressaltar que a maneira como as pessoas respondem individualmente a um tipo de dieta varia de acordo com uma série de motivos (genéticos, fisiológicos, comportamentais), e isso tende a ser verdade também para os NAS. Nem todo mundo que pingar adoçante no cafezinho da tarde vai ficar hiperglicêmico, assim como nem todo mundo que come churrasco no fim de semana fica obeso. Mas o estudo alerta que é algo a ser levado em conta. Para algumas pessoas, as calorias economizadas com aquela gotinha no café podem custar caro no fim das contas. Imagine só.
Fonte: Herton Escobar

segunda-feira, setembro 08, 2014

Casa D’Italia Anita Garibaldi de Petrópolis parabeniza João RobertoGullino


A Casa D’Italia Anita Garibaldi de Petrópolis entidade associativa sem fins lucrativos e que representa a comunidade ítalo-petropolitana, parabeniza João Roberto Gullino com uma homenagem especial por sua contribuição à Poesia Brasileira e, sobretudo, por honrar suas origens italianas.
E foi na Solenidade Oficial de Abertura da SERRA SERATA – A Festa Italiana de Petrópolis, na última sexta, dia 5/9, que ele recebeu tal homenagem, com a presença do Prefeito de Petrópolis Dr. Rubens Bomtempo e do Cônsul Geral da Itália no Rio de Janeiro, Dr. Mario Panaro.



Parabéns João Roberto Gullino!

1a Meia Maratona da Juréia - Iguape SP 21km 07/09/2014

Tai Ji Quan presente, sem treinos de corrida, apenas seu Tai Chi Chuan 21Km - 2:35, Valeu!!!!




sábado, agosto 30, 2014

segunda-feira, agosto 11, 2014

Exercitar-se garante mobilidade na velhice

Pela primeira vez, estudo comprova que atividade física aumenta as chances de uma pessoa permanecer ativa e independente com o envelhecimento
Envelhecimento: Exercitar-se pode garantir mobilidade e independência de idosos (Thinkstock/VEJA)
Praticar exercícios físicos, mesmo que moderados — como uma simples caminhada diária —, é determinante para que um idoso mantenha a sua capacidade de movimentar-se e realizar atividades diárias sem precisar da ajuda de outra pessoa. A conclusão é de um novo estudo americano divulgado nesta terça-feira.
Os benefícios da atividade física à saúde das pessoas, idosas ou não, são amplamente conhecidos. Mas essa é a primeira vez que uma pesquisa mede a influência da atividade física para um indivíduo permanecer ativo e independente na velhice.
Resultado: Idosos que passam a praticar atividade física moderada (150 minutos de caminhada por semana) reduzem suas chances de perder a mobilidade física e a capacidade de se locomoverem com o avanço da idade.O estudo indicou que idosos que praticam atividade física aeróbica moderada têm uma maior probabilidade de manter a capacidade de andar com o avanço da idade do que idosos que não praticam esse tipo de exercício. O trabalho definiu essa capacidade como a habilidade de caminhar ao menos 400 metros de uma só vez. "Essa distância equivale a dois a três quarteirões", dizem os autores.
O estudo foi feito pela Universidade da Flórida, nos Estados Unidos, junto a outros sete centros de pesquisa americanos. Os resultados foram publicados na edição deste mês do periódico Journal of the American Medical Association (Jama) e serão apresentados nesta terça-feira no encontro anual do Colégio Americano de Medicina Esportiva, em Orlando.
Avaliação — Participaram da pesquisa 1 635 pessoas sedentárias de 70 a 89 anos. Todos os idosos conseguiam caminhar por 400 metros em 15 minutos, mas eram considerados como tendo um alto risco de perder a mobilidade. Os participantes foram, então, divididos em dois grupos: metade passou a praticar caminhada durante 150 minutos por semana, além de exercícios de alongamento, equilíbrio e flexibilidade; o restante começou a realizar apenas exercícios de alongamento. Todos foram acompanhados durante dois anos e meio.
Ao final deste período, os pesquisadores observaram que os idosos que praticaram caminhada tiveram um risco 18% menor de perder a mobilidade física em comparação com os participantes do outro grupo.
"Esse tipo de pesquisa é fundamental para definir quais recomendações de mudança de estilo de vida influenciam a saúde de idosos", diz Wendy Kohrt, professora de geriatria da Universidade do Colorado, nos Estados Unidos, que foi convidada para revisar a pesquisa. "Há um consenso sobre a atividade física ser boa para nós, então por que precisamos de mais estudos nessa área? Acontece que ainda não sabemos quais tipos ou doses de exercícios são melhores, particularmente para condições de saúde específicas. O novo estudo mostra que a atividade física moderada tem o potencial de ajudar os adultos a manter a independência funcional."


CONHEÇA A PESQUISA
Título original: Effect of Structured Physical Activity on Prevention of Major Mobility Disability in Older Adults​
Onde foi divulgada: periódico Journal of the American Medical Association (Jama)
Quem fez: Marco Pahor, Jack M. Guralnik, Walter T. Ambrosius e Steven Blair
Instituição: Universidades da Flórida, Stanford, Northwestern, Pittsburgh, Tufts e Yale; Faculdade de Medicina Wake Forest; e Centro de Pesquisa Biomédica Pennington, nos Estados Unidos


domingo, agosto 10, 2014

19a. Edição Centro Histórico 9 km - 10/08/2014



Tai Ji Quan pelo centro de São Paulo... Apesar do cronômetro ter marcado 00:56.




Rogério Gullino
19ª Centro Histórico - 10/08/2014

Número: 1901
Equipe: Avulso
Faixa etária: M5054
Sexo: Masculino
Tempo Oficial
1:02:34.00
Tempo Líquido
0:59:20.00
Classificação Geral: 3568/4679
Classificação Faixa: 334/422
Classificação Sexo: 2695/3330
Classificação Geral: 3731/4679
Classificação Faixa: 351/422
Classificação Sexo: 2817/3330
Ritmo: 06:57 min/kmRitmo: 06:35 min/km

domingo, agosto 03, 2014

Tui Shou, um passo além no Tai Ji Quan

Quando da prática solo, as lembranças e autoconhecimento já se torna complicado, imagine com próximo ao seu toque, e a confusão se cria.

 






segunda-feira, julho 28, 2014

Mulheres que praticam Atividade Física regularmente tem menor risco de desenvolver câncer

Segundo pesquisa realizada peloInstituto  Nacional do Câncer dos EUA, conclui que mulheres que praticam mais horas de atividades físicas tem um risco de cerca de 30% mais baixo de desenvolver o câncer de mama do que mulheres que não se exercitam com freqüência. Resultado semelhante foi obtido por pesquisa do British Journal of Câncer, cuja constatação de que as pessoas mais ativas (com 5 a 6 horas de caminhadas semanais) teriam 24% a menos de chances de desenvolver câncer de cólon do que pessoas menos ativas.
A osteoporose, como uma das causas do problema pode ser a sarcopenia (fragilidade muscular causada pelo sedentariamente), manter o corpo em movimento auxilia na prevenção, e o impacto gerado pelas passadas age na renovação celular e na captação de cálcio para os ossos.
Participe da campanha Eu Sei Escrever