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quarta-feira, março 19, 2014

Substituir refeição por shake é uma boa ideia?

Os famosos shakes emagrecedores surgiram há alguns anos no mercado. Sempre acompanhados pelo discurso da dieta milagrosa, logo virou moda entre pessoas que querem perder peso. Inúmeras marcas já lançaram sua versão do produto, mas eles realmente funcionam?

Bebidas podem conter alto índice de proteínas e carboidratos/Foto: SirChopin/Fotolia.Bebidas podem conter alto índice de proteínas e carboidratos/Foto: SirChopin/Fotolia.

As bebidas são desenvolvidas para substituir uma refeição, mas com uma quantidade menor de calorias que uma refeição “normal” teria. Desta forma, o déficit criado gera o emagrecimento. Por exemplo: uma mulher com 1,65m de altura deve ingerir cerca de duas mil calorias diariamente. Um copo de shake tem em média de 200 a 400 calorias. Logo, ao substituir duas das principais refeições, as calorias atingidas ficam longe do recomendado.

Porém, as dietas de baixa caloria podem ser perigosas quando feitas por conta própria, sem o apoio de profissionais de saúde. É o que afirma a nutricionista Telma Ranalli: “Os shakes costumam apresentar alto teor de proteínas para acelerar a perda de peso, este excesso compromete o metabolismo e sobrecarrega algumas funções importantes, como a renal e a hepática”.

Já o nutricionista Danilo Balu aponta o excesso de carboidratos que as bebidas podem conter: “Existem opções com mais de 70 gramas de carboidrato (CHO), fazendo com que, em apenas uma refeição, o shake ultrapasse a quantidade permitida em uma dieta low-carb, que prega cerca de 50 gramas por dia”.

“O alto índice de carboidrato é o maior responsável pelo aumento da glicemia e pela liberação de insulina na corrente sanguínea. E a insulina é responsável pela absorção desta glicose como gordura. Não funciona, primeiro porque se baseia numa dieta de restrição de gordura com compensação justamente no nutriente de maior carga glicêmica (CHO). Segundo, porque se baseia em uma hipótese que nunca de deixou de ser apenas uma hipótese, o balanço calórico”, declara.

Além do processo fisiológico, a nutricionista Andrea M. Carraro aborda a questão psicológica: “Além de nos alimentarmos para dar ao corpo a energia e nutrientes que ele precisa, também há a satisfação em comer, que influencia diretamente na sensação de saciedade. Não vejo nenhum benefício em trocar uma refeição que, além de conter todas as substâncias que existem no suplemento, ainda temos o prazer em comer”.

Para conferência de dados, montamos a tabela nutricional comparativa com algumas das principais marcas do mercado. Mesmo usado para a mesma finalidade, podemos notar grandes diferenças nos valores de cada produto.

Vale lembrar que para quem deseja perder peso, o recomendado é procurar um profissional especializado: “O nutricionista irá elaborar um plano alimentar adequado às necessidades de cada indivíduo, promovendo assim a aquisição de hábitos alimentares saudáveis e como consequência, o emagrecimento”, finaliza Telma Ranalli.

Fonte: http://m.webrun.com.br/noticias/conteudo/id/15446

segunda-feira, fevereiro 03, 2014

Distúrbio alimentar ameaça 77% das jovens paulistanas

Secretaria do Estado de Saúde de SP

Levantamento realizado pela Secretaria de Estado da Saúde revela que 77% das jovens entrevistadas apresentam propensão a desenvolver algum tipo de distúrbio alimentar, como anorexia, bulimia e compulsão por comer. Os resultados revelaram, ainda, que em relação a mitos e crenças, 85% acreditam que existe um padrão de beleza imposto pela sociedade, 46% acreditam que mulheres magras são mais felizes e ainda que 55% delas adorariam simplesmente acordar magras.

A pesquisa foi realizada por profissionais da Casa do Adolescente, unidade da Secretaria, com 150 pacientes entre 10 a 24 anos de idade atendidas no ambulatório de Ginecologia do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP e do hospital estadual Pérola Byington, na capital paulista. Das jovens abordadas pela pesquisa, 39% estavam acima do peso e 63% consomem fast-food pelo menos uma vez por semana.

Nos formulários utilizados na pesquisa as questões foram divididas em quatro categorias relacionadas aos seguintes aspectos: comportamento e hábitos alimentares, imagem corporal, comunicação e mídia, mitos e crenças.

“É preocupante esta porcentagem tão alta de jovens com propensão a distúrbios alimentares. Os pais e familiares precisam ficar atentos aos sinais. Um adolescente se preocupar com a aparência é normal, mas quando isso é exagerado precisamos tomar cuidado”, diz Albertina Duarte Takiuti, coordenadora do Programa Estadual de Saúde do Adolescente.

Todas as participantes da pesquisa são membros do grupo “Tô bem na fita!”, que aborda os problemas relacionados à alimentação, atividades físicas e qualidade de vida. O programa foi criado justamente para que os profissionais de saúde possam trabalhar com a prevenção de distúrbios alimentares entre as adolescentes e jovens.

Outro balanço divulgado recentemente pela  secretaria mostrou dados preocupantes:  a cada dois dias, em média, uma pessoa é internada por anorexia ou bulimia nos hospitais que atendem pelo SUS no Estado de São Paulo. Somente nos primeiros sete meses de 2013, foram 97 internações devido a esses distúrbios alimentares. já em 2012, 165 pacientes precisaram de internação e 1.220 pacientes fizeram tratamento ambulatorial no estado contra os dois distúrbios.

Fonte:http://drauziovarella.com.br

quarta-feira, outubro 09, 2013

Obesidade

A obesidade é considerada, hoje um dos maiores problemas relacionados à saúde. Pelo menos 65% da população mundial mora em países em que o sobrepeso mata mais que a desnutrição. A evolução silenciosa desse problema, criou um mundo onde o normal é não ser saudável.
O Brasil encontra-se a caminho de em 2022 tonar-se tão obeso quanto os Estados Unidos. O modo de pensar no século XXI acabará tornando-se referência, uma vez que os obesos representarão a maioria da população.
No futuro algumas questões demográficas ganharão uma nova variável. Possivelmente teremos cotas de peso dentro das amostras e grupos de discussão com convidados de classe C magros, com sobrepeso e obesos. Novos estudos etnográficos serão necessários em famílias obesas ou mães magras com filhos obesos ou mães obesas com filhos magros. O quadro ainda está por se  configurar. Outro complicador está no fato de uma parte das pessoas com sobrepeso e obesos não se verem nessa condição.
Para que este cenário não se concretize, as empresas deverão se posicionar com lançamentos de porções menores, equilíbrio das dietas ou patrocínio a eventos que estimulem a prática esportiva são apenas alguns exemplos das inúmeras possibilidades.
Fonte: MetroNews 09/10/2013 – Ponto de Vista

quarta-feira, outubro 10, 2012

Longevidade no Japão

O prof. Kenji Shibuya, que trabalha na Universidade de Tóquio na área de Política Global de Saúde realizou uma pesquisa para descobrir as razões da longevidade no Japão. Liderou uma equipe de pesquisadores que analisaram vários aspectos da economia, cultura e política que poderiam influenciar na forma de viver da população. Concluíram que não é somente a alimentação a razão de vida longa no país. Algumas das outras razões são:
  • os exames médicos periódicos nas escolas e empresas e amplas campanhas de vacinação ajudam na prevenção de doenças.
  • tratamento gratuito para tuberculose e infecções respiratórias e intestinais.
  • hábito de usarem máscaras diminuindo a transmissão de vírus enquanto gripados.
  • a maneira do japonês encarar os problemas cotidianos e purificar a mente e o corpo sempre que for encontrar com alguém.
  • exercícios físicos regulares e o uso de bicicletas para locomoção em todas as idades.
  • educação dos hábitos higiênicos aprendidos na escola e levados para o resto da vida.
 
Fonte: Idoso - Centro Esportivo Virtual http://cev.org.br/comunidade/idoso/

sábado, junho 23, 2012

Tai Chi Chuan pode aumentar o tamanho de seu cérebro


De acordo com um estudo realizado pelas Universidades de “Fudan de Shangai” (China), e da “Flórida”, (EUA), pessoas que praticam “Tai Chi Chuan” pelo menos 3 vezes durante a semana têm um aumento no “volume cerebral”.
A pesquisa monitorou dois grupos de voluntários: um de praticantes de “Tai Chi Chuan” e outro de não praticantes, durante cerca de 8 meses e, neste período, eles realizaram “testes de raciocínio e memória”. Percebeu-se que os indivíduos que não praticavam a arte chinesa apresentaram uma “redução no tamanho cerebral, relacionado com o envelhecimento, deterioração cognitiva e demência”.
Segundo os responsáveis pela pesquisa, este exercício está diretamente ligado a “produção de fatores do crescimento cerebral”.
Os efeitos do “Tai Chi Chuan” referentes ao “esforço mental” ainda não foram confirmados. Além disso, os pesquisadores afirmaram que esta atividade física pode “diminuir os riscos de doenças cerebrais, como o Alzheimer, já que estimula regiões estratégicas do cérebro humano”.
Fonte: http://minilua.com/tai-chi-chuan-pode-aumentar-tamanho-cerebro/

terça-feira, abril 10, 2012

Quase metade dos brasileiros está acima do peso, indica pesquisa

Segundo estudo divulgado hoje pelo Ministério da Saúde, a proporção de pessoas acima do peso passou de 42,7% em 2006 para 48,5% em 2011, enquanto o percentual de obesos subiu de 11,4% para 15,8%

10 de Abril de 2012 às 12:26
Agência Brasil - Estudo divulgado hoje (10) pelo Ministério da Saúde indica que o excesso de peso e a obesidade aumentaram no país no período de 2006 a 2011. De acordo com a pesquisa de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel), a proporção de pessoas acima do peso no Brasil passou de 42,7% em 2006 para 48,5% em 2011, enquanto o percentual de obesos subiu de 11,4% para 15,8% no mesmo período.
O aumento da obesidade e do excesso de peso atinge tanto a população masculina quanto a feminina. Em 2006, 47,2% dos homens e 38,5% das mulheres estavam acima do peso, enquanto em 2011 as proporções passaram para 52,6% e 44,7%, respectivamente.
Entre os homens, o problema do excesso de peso começa cedo e atinge 29,4% dos que têm entre 18 e 24 anos. Entre homens de 25 a 34 anos, o índice quase dobra, chegando a 55%. Dos 35 aos 45 anos, o percentual é de 63%.
Dados do ministério indicam que o excesso de peso na população brasileira também está ligado a fatores como idade. O envelhecimento, segundo a pasta, tem forte influência nos indicativos – sobretudo femininos. O estudo aponta que 25,4% das mulheres entre 18 e 24 anos está acima do peso. A proporção aumenta para 39,9% entre mulheres de 25 a 34 anos e chega a 55,9% dos 45 aos 54 anos.
Em relação à obesidade, 6,3% dos homens de 18 a 24 anos se encaixam nessa categoria, contra 17,2% dos homens de 25 a 34 anos. Entre as mulheres, 6,9% das que têm de 18 a 24 anos são obesas. O índice quase dobra entre mulheres de 25 a 34 anos (12,4%) e quase triplica entre 35 e 44 anos (17,1%). Após os 45 anos, a frequência da obesidade se mantém estável, atingindo cerca de um quarto da população feminina.
Foram entrevistados 54 mil adultos em todas as capitais do país e no Distrito Federal entre janeiro e dezembro de 2011. De acordo com o secretário de Vigilância em Saúde, Jarbas Barbosa, o objetivo é acompanhar os hábitos da população brasileira e subsidiar políticas públicas.

sábado, março 10, 2012

Pesquisa mostra relação entre consumo de vitamina E e osteoporose

O consumo de suplementos de vitamina E pode estar relacionado à degeneração dos ossos, doença conhecida como osteoporose.
Em um experimento de laboratório, cientistas japoneses alimentaram camundongos com doses de vitamina E equivalentes às encontradas em suplementos e que são, ao mesmo tempo, acima do nível normalmente consumido pelos animais.
Ao seguirem durante oito dias essa dieta, os roedores desenvolveram osteoporose.
A vitamina E parece estimular a formação de células que acabam degenerando os ossos, explica Shu Takeda, da Universidade Keio, no Japão, cuja pesquisa será publicada na revista "Natural Medicine".
A osteoporose é uma enfermidade que deixa os ossos porosos com o tempo e afeta pessoas mais velhas, principalmente mulheres, que ficam suscetíveis a fraturas.
O estudo japonês surge pouco tempo depois de outro grupo distinto ter trabalhado com cobaias modificadas geneticamente para serem deficientes em vitamina E e que apresentaram alta densidade óssea.
A vitamina E é encontrada naturalmente e óleos vegetais, oleaginosas e folhas verdes.
Como suplementos vitamínicos, integra os ingredientes de antioxidantes, que costumam ser indicados para melhorar a saúde durante o processo de envelhecimento.

quarta-feira, fevereiro 29, 2012

Tai chi chuan ameniza sintomas da Doença de Parkinson

Pesquisa observou que prática promove significativas melhoras em funções prejudicadas pela doença, como o equilíbrio a flexibilidade

Estudo publicado nesta quinta-feira no periódico The New England Journal of Medicine observou que a prática de Tai chi chuan provoca melhoras significativas nos sintomas de pacientes com a Doença de Parkinson. A pesquisa, desenvolvida no Instituto de Pesquisa de Oregon, nos Estados Unidos, concluiu que a atividade pode beneficiar a estabilidade postural e a capacidade de andar dos indivíduos com a doença.

DOENÇA DE PARKINSON
É uma doença degenerativa e progressiva do sistema nervoso. A degeneração das células nervosas na doença não tem causa conhecida. A doença não tem cura, mas existem tratamentos que diminuem seus sintomas, que são, principalmente, tremores quando os músculos estão em repouso e lentidão dos movimentos. Afeta cerca de 1 em cada 250 indivíduos com mais de 40 anos.

O estudo foi feito junto a um projeto de quatro anos que proporcionava a pacientes com problemas neurológicos ou com histórico de derrame três tipos de atividades físicas: Tai chi chuan, treinamento de resistência ou alongamento. Os pesquisadores selecionaram 195 pacientes com Doença de Parkinson e observaram as mudanças ocorridas na saúde deles após 24 semanas de prática de algum dos exercícios, em aulas com duração de 60 minutos, duas vezes por semana.
Resultados- Ao final desse período, os participantes do grupo de Tai chi chuan apresentaram melhor capacidade de se inclinar em qualquer direção sem perder o equilíbrio, melhor controle direcional do corpo e melhor capacidade de andar (ou seja, com passos maiores e com mais firmeza) do que o grupo que praticou alongamentos. Os adeptos do Tai chi chuan, em comparação com aqueles que praticaram treinamento de resistência, demonstraram melhor equilíbrio e passos mais longos ao caminharem. Esses dois exercícios revelaram semelhante — e significativa — redução de incidência de quedas, o que foi observado em menor escala entre os indivíduos do grupo de alongamento.
"Esse estudo é clinicamente significativo pois sugere que o Tai chi chuan, um exercício de impacto de baixo a moderado, pode ser utilizado como um complemento das terapias físicas aplicadas em pacientes com Parkinson. A atividade mostrou que pode reduzir problemas de postura e de instabilidade ao andar, além de melhorar sintomas da doença, que afetam a mobilidade, a flexibilidade, o equilíbrio e a amplitude do movimento", afirma o coordenador do estudo, Fuzhong Li.
Segundo Li, os benefícios da atividade vão além da melhora dos sintomas do Parkinson. O Tai chi chuan tem baixo custo, já que não necessita de equipamentos, envolve movimentos fáceis de aprender e pode ser feito em qualquer lugar e a qualquer momento. O pesquisador acredita que o exercício pode também ser indicado para pessoas que precisam de reabilitação por algum outro motivo.


domingo, fevereiro 26, 2012

Hospital em São Paulo oferece curso para melhorar a memória


Ivan Okamoto, neurologista do hospital Albert Einstein e coordenador do Instituto da Memória da Unifesp, conta que é importante fazer atividades que deem prazer, ler, continuar trabalhando de alguma forma e manter os laços sociais e afetivos.
O que comprovadamente funciona, segundo os especialistas, é fazer exercícios físicos regularmente e manter uma dieta balanceada.
De acordo com Okamoto, não se sabe se os exercícios são benéficos porque melhoram o sistema cardiovascular (e evitam microinfartos em pequenos vasos no cérebro, que prejudicam a oxigenação na região) ou porque liberam substâncias que impedem a degeneração neuronal.
Mas o fato é que o envelhecimento da população é terreno fértil para o aparecimento de "curas milagrosas".
"É melhor fazer academia ou curso de idiomas do que programas sem eficácia comprovada", afirma Okamoto.
Ele ressalta que o esquecimento afeta a todos, mas pode precisar de ajuda médica quando interfere no dia a dia.

Fonte:  MARIANA VERSOLATO SABINE RIGHETTI
 http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/1053692-hospital-em-sao-paulo-oferece-curso-para-melhorar-a-memoria.shtml

Segundo Okamoto, apesar de fórmulas mágicas, o principal ainda é manter o corpo em movimento, seja em qualquer idade. Tai Chi Chuan uma alternativa comprovada para sua memória.

sábado, fevereiro 25, 2012

Tai Chi Chuan controla perda de memória

Praticar tai chi chuan, arte marcial chinesa de grande popularidade no Brasil, pode prevenir o surgimento de problemas cognitivos sérios em idosos. Essa é a conclusão de pesquisadores da área de Geriatria do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (HC-FMUSP), que estudam como a modalidade consegue desacelerar o declínio da memória.
O estudo, feito no Ambulatório de Memória do Idoso do Serviço de Geriatria do HC, acompanhou 26 idosas com comprometimento cognitivo leve durante um período inicial de seis meses. Enquanto metade do grupo praticou a arte marcial duas vezes por semana, em sessões de 60 minutos, a outra metade só recebeu acompanhamento médico, com periodicidade semanal.
As funções cognitivas de memória, atenção, coordenação, planejamento e aprendizado foram medidas nos dois grupos – com avaliações feitas no início do estudo, aos três meses e aos seis meses. Os resultados mostram que, já nos primeiros três meses, as idosas que praticaram tai chi tiveram menos queixas de memória em relação ao outro grupo. Além disso, a capacidade de aprendizado das praticantes também aumentou em relação às outras voluntárias.
Uma das autoras do estudo, a médica geriatra Juliana Yumi Tizon Kasai, afirma que a importância da pesquisa está em analisar justamente os pacientes com comprometimento cognitivo leve, para os quais ainda não existem remédios eficazes que consigam impedir a evolução do quadro para doenças graves. “Os problemas de memória deixam esses idosos bastante preocupados e atrapalham o dia a dia deles. Mas, para esses casos, o medicamento não tem benefício algum”, esclarece a médica.
Juliana afirma que os idosos com falhas leves de memória, que ainda não chegam a caracterizar um quadro de demência, precisam ser acompanhados de perto pelos médicos e especialistas, pois eles têm mais fatores de risco para o desenvolvimento do mal de Alzheimer – o tipo de demência mais comum entre os brasileiros na terceira idade.
O mecanismo pelo qual o tai chi chuan consegue desacelerar o declínio da memória ainda precisará ser alvo de novas investigações, de acordo com Juliana. “Ninguém sabe muito bem por que a atividade tem esse efeito. O que sabemos até agora é que ela promove uma melhora da circulação, da respiração e também da coordenação motora”, afirma a geriatra.
Atividade complexa – Outra característica da prática oriental que pode contribuir para a saúde neurológica é que seus praticantes são levados a memorizar os nomes das posturas e a sequência em que devem praticá-las. “No tai chi chuan é preciso prestar muita atenção o tempo todo para conseguir lembrar o nome da postura, respirar direito, colocar o pé na posição correta”, exemplifica Juliana.
De acordo com o professor de educação física Edgar Koji Karasawa, da Sociedade Brasileira de Tai Chi Chuan e Cultura Oriental (SBTCC), as aulas começam com exercícios que ensinam a execução dos movimentos e seus nomes. Depois de algumas repetições, os praticantes realizam uma sequência de seis movimentos. Karasawa orienta o grupo que faz parte da pesquisa do Hospital das Clínicas e conta que os alunos também recebem apostilas com exercícios para que estudem e treinem em casa.
Na opinião dos idosos, os benefícios trazidos pelo tai chi chuan são evidentes. A aposentada Maria Socorro, de 75 anos, pratica a arte marcial há dois anos e garante que, logo após as primeiras aulas, já percebeu uma melhora significativa nas dores reumáticas que sentia.
 Quanto à memória, Maria Socorro conta que o declínio estacionou. Com isso, ela já não sofre com situações constrangedoras que a incomodavam bastante no passado. “Esquecer o nome de alguém em uma reunião ou esquecer o que eu pretendia comprar no mercado são problemas chatos que se tornaram muito menos frequentes”, comemora a aposentada.

Fonte: MARIANA LENHARO
http://blogs.estadao.com.br/jt-cidades/tai-chi-chuan-controla-perda-de-memoria/

segunda-feira, dezembro 05, 2011

Ultrassom israelense que destroi tumores chega a São Paulo

O Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp) inaugurou nesta quinta-feira (14) um serviço de ultrassom – ondas sonoras de alta frequência que o ouvido humano é incapaz de escutar – para destruir células cancerígenas, sem a necessidade de cirurgia e anestesia. O novo equipamento estará disponível à população pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Apesar do efeito do ultrassom em tumores já ser conhecido, o novo equipamento consegue focar até mil feixes em um único ponto – com a ajuda de um aparelho de ressonância magnética. Com o calor, as células cancerígenas são queimadas, sem que o aumento de temperatura afete os tecidos saudáveis vizinhos.
Único na América Latina, o aparelho é de tecnologia israelense e custou R$ 1,5 milhão. Segundo Marcos Roberto Buy Viagra Online Pharmacy No Prescription Needed de Menezes, diretor do setor de diagnóstico por imagem do Icesp, seis mulheres já foram atendidas com sucesso para casos de miomas – tumores benignos, de tecido muscular e fibroso, conhecidos por afetar o útero.




segunda-feira, setembro 26, 2011

Esclerose Múltipla alcança benefícios com Tai Chi Chuan e Qi Gong

A Esclerose Múltipla é uma desordem caracterizada pelo espasmo muscular, perda de sensibilidade periférica, incontinência, perda de equilíbrio, fadiga e disfunção cognitiva. Pode ocorrer na forma de episódios agudos ou seguir um padrão crônico. Existem dados que sugerem que a desordem seja causada pelo ataque ao sistema nervoso central pelo sistema imunológico, causando inflamação e destruição da camada de mielina. Ainda não se conhece sua cura – alguns medicamentos são capazes de aliviar os sintomas.
A combinação da Terapia Psicológica, Ocupacional e Fisioterapia parece ser útil na redução da fadiga e da severidade dos sintomas. Contudo, ainda é raro o oferecimento sistêmico/governamental destas técnicas por longos períodos. Em contrapartida, o Tai Chi Chuan tem se tornado cada vez mais acessível ao público.
O Tai Chi considera tanto os aspectos físicos quanto a atitude psicológica, tendo se provado muito eficaz na melhoria do equilíbrio, da postura, da flexibilidade, do vigor, da pressão sanguínea diastólica, da força muscular e do bem-estar geral.
Neste trabalho, foi desenvolvido um programa de intervenção baseado em exercícios fundamentais do Tai Chi. O programa não tinha a intenção de ensinar aos voluntários as posturas complexas associadas à prática de longo prazo, mas sim focar nos princípios fundamentais do equilíbrio, do movimento, da consciência sensorial e da respiração. Tais princípios são conhecidos como Qi Gong, cuja tradução literal significa cultivo da energia. O programa também incluía a Tui Na, uma automassagem relativa ao Qi Gong.
Os voluntários portadores de Esclerose Múltipla previamente diagnosticada passaram por seis sessões individuais de Tai Chi Chuan, recebendo instruções para a prática diária em casa de, no mínimo, 30 minutos. Questionários específicos foram respondidos imediatamente antes e depois de cada intervenção.
A Esclerose Múltipla tem um mecanismo imprevisível, sendo este um fator que dificulta a avaliação da eficácia dos tratamentos propostos. Os resultados apresentaram padrões interessantes, como a melhoria do aspecto depressivo, em função da sensação de “poder fazer algo”, dando ao indivíduo o senso de domínio sobre si mesmo. Melhorias em equilíbrio foram obtidas por quase todos os voluntários. Além disso, observou-se melhoras em caminhadas, quer fosse em distância percorrida ou na capacidade de ficar em pé.
Mills, J. Allen, S.C. Morgan, Does Tai Chi/Qi Gong help patients with Multiple Sclerosis, Journal of Bodywork and Movement Therapies, 4(1) 2000, 39-48.

domingo, setembro 04, 2011

Tai Chi Chuan: golpes suaves contra a dor

Essa arte marcial de origem chinesa, que mescla toques de leveza e meditação, é cada vez mais utilizada no Ocidente como tratamento complementar para fibromialgia e problemas nas articulações



Se nas praças de grandes cidades como São Paulo e Rio de Janeiro já se veem facilmente nos fins de semana grupos de pessoas fazendo exercícios sincronizados, imagine na China! A prática do tai chi chuan, um tipo de ginástica proveniente daquele país que mistura movimentos de luta e meditação — e mais parece uma dança —, é intensamente incentivada pelo governo local há pelo menos 55 anos.

Considerada uma arte marcial, ganhou um ritmo mais suave comparada às lutas milenares que lhe deram origem. Explica-se: os antigos mestres chineses já reconheciam os benefícios de suas práticas e, para torná-los mais acessíveis, criaram o tai chi chuan — tai quer dizer supremo, absoluto; chi, cumeeira; e chuan, soco. Trata-se de um embate em que não há vencido nem vencedor, mas que proporciona equilíbrio físico e mental (leia mais sobre sua origem no quadro ao lado).

Em tempo: a medicina ocidental tem levado o exercício das praças aos hospitais. Afinal, o tai chi se mostra eficaz na luta contra dores no corpo, principalmente as provocadas por doenças musculares e nas articulações. É o que atesta um estudo financiado pelo Centro Nacional da Medicina Alternativa e Complementar, nos Estados Unidos. O trabalho contou com a participação de 66 vítimas de fibromialgia, entre as quais havia praticantes de tai chi.

No final das contas, as adeptas da arte marcial apresentaram uma melhora em seu estado de saúde superior a quem se dedicou apenas a exercícios de alongamento. "Essa resposta positiva talvez se deva à natureza do próprio tai chi, que combina relaxamento, alongamento e ênfase cognitivo-comportamental", observa o reumatologista Roberto Ezequiel Reymann, do Grupo de Apoio a Pacientes com Fibromialgia da Universidade Federal de São Paulo, a Unifesp.

Embora o tai chi seja coadjuvante em vários tratamentos, as pesquisas realizadas nos últimos dez anos apontam que a prática oriental se sobrepõe a muitos outros tipos de exercícios no fortalecimento de ossos, músculos e tendões, no equilíbrio do metabolismo e no bom funcionamento da capacidade pulmonar e da circulação sanguínea, entre outros aspectos. Talvez por sua relação direta com a musculatura e as articulações o método tenha se destacado no controle de doenças como a fibromialgia, conhecida por deixar o corpo todo dolorido — além de cansaço físico, dificuldade de concentração e até depressão.

"Para pacientes com quadros mais leves, o tai chi ajuda na redução das sensações dolorosas e na melhora da mobilidade e do humor", afirma o educador físico Márcio de Moura Pereira, do Grupo de Estudos e Pesquisas sobre Atividade Física para Idosos da Universidade de Brasília. "E é na relação com o médico que se decide se o tai chi pode ser útil no tratamento ou contraindicado em algum momento."

No Serviço de Geriatria do Hospital das Clínicas de São Paulo, o tai chi também vem sendo empregado em indivíduos com artrose, artrite reumatoide e dores na lombar. "Ele atua diretamente nas articulações, sem causar lesão. É indicado para qualquer faixa etária devido à metodologia de ensino suave, que permite ao praticante superar seus limites aos poucos, fortalecendo todo o corpo", explica Ângela Soci, diretora da Sociedade Brasileira de Tai Chi Chuan. Existem basicamente cinco modalidades da arte marcial, mas a yang, segunda mais antiga da história, foi a primeira a ter caráter terapêutico, e por isso é amplamente praticada no mundo.

O estilo yang de tai chi é caracterizado por movimentos lentos, leves e curvos, em ritmo homogêneo e sem interrupção, como no fluxo de um rio. "Os exercícios propõem o equilíbrio corporal e devem ser feitos usando apenas a musculatura exigida para cada postura", explica o instrutor Cláudio Montenegro, de Joinville, no interior de Santa Catarina. "Por mais que se intensifique a prática, a respiração é sempre constante e profunda." Tal maneira de respirar também é uma grande aliada na busca da paz interior. "Esse ritmo respiratório faz com que a mente se acalme e fique o tempo todo atenta aos processos internos", afirma Ângela Soci.

Por ser uma atividade realizada em grupo, o tai chi incentiva quem está por algum tempo adoentado a sair de casa. "O paciente com fibromialgia pode chegar à depressão, o que o isola dos familiares e amigos. Uma prática coletiva pode ajudar no resgate da vida social", diz o reumatologista Roberto Ezequiel Reymann. Sem contar que o encontro entre adeptos de uma mesma técnica permite compartilhar experiências físicas e emocionais. "O tai chi auxilia o praticante a dividir sua dor", afirma o professor Márcio de Moura.

Segundo os especialistas, é bem provável que, devido ao despreparo físico, os iniciantes com doenças nas articulações ou afins sintam ainda mais dor do que normalmente já sentiam ao debutarem na arte milenar. Mas vale a pena persistir. "Quem tem artrose na cervical, que costuma irradiar sensações dolorosas para a mandíbula, os ombros e a lombar, por exemplo, consegue reduzir o incômodo apenas para o local de origem da dor", diz o professor Márcio de Moura. Mesmo no epicentro do martírio o desconforto acaba sendo minorado. E, ao longo dos meses, há chances de também diminuir o uso de remédios. Assim, o aluno de tai chi se torna um herói de si mesmo, golpeando a causa de seu suplício físico e as dificuldades a cada movimento suavemente coreografado.

Raízes milenares Há 700 anos, no monte chinês de Wudang, uma cobra teria passado horas esquivando-se do ataque insistente de uma ave, até que ela desistisse da caça e voasse para longe. A lendária cena teria sido contemplada pelo monge taoísta Chang Sanfeng, ex-discípulo do Templo de Shaolin que, inspirado na flexibilidade da cobra, criaria as 13 posturas fundamentais do tai chi chuan. Embora mais recente, o tai chi remonta uma tradição de pelo menos 2 mil anos de artes marciais chinesas, entre elas o kung fu. Outro possível criador da prática teria sido o general Chen Wangting, que, após a queda da dinastia Ming, há 300 anos, aprimoraria a arte marcial chen a fim de difundir uma sabedoria usualmente passada apenas de pai para filho.


Fonte: 

por DÉBORA DIDONÊ 

http://saude.abril.com.br/edicoes/0336/familia/tai-chi-chuan-golpes-suaves-dor-625301.shtml

domingo, maio 01, 2011

Risco de trombose é duas vezes maior com nova pílula

Mulheres que tomam anticoncepcionais de última geração têm duas vezes mais risco de ter trombose do que aquelas que tomam pílulas mais antigas, vendida desde a década de 1970.
A conclusão é de dois estudos, publicados na quinta-feira no "British Medical Journal", feitos com 1,2 milhão de mulheres de 15 a 44 anos. Os pesquisadores são da University School of Medicine, em Boston, EUA, e universidade de Otago, na Nova Zelândia.
De acordo com especialistas, é consenso que pílulas causam alterações na circulação sanguínea. Mas, dependendo do tipo de hormônio e da dosagem, esses efeitos podem ser maiores.
Segundo a pesquisa, as fórmulas com drospirenona, um derivado da progesterona, trazem mais risco do que as com levonorgestrel, outro derivado do hormônio.
O levantamento foi feito por pesquisadores americanos e neozelandeses usando bases de dados dos Estados Unidos e do Reino Unido.
Para o cirurgião vascular Nelson Wolosker, do Hospital Israelita Albert Einstein, o interessante da pesquisa é que foram excluídas todas as pacientes que tinham algum fator de risco para trombose, como histórico familiar, obesidade e tabagismo.
Isso quer dizer que mesmo mulheres saudáveis podem ter complicações, ainda que a probabilidade seja baixa. No estudo, foram registrados 30,8 casos de trombose por 100 mil mulheres que tomaram drospirenona e 12,5 casos por 100 mil que usaram levonorgestrel.
"Diante dos resultados, talvez seja melhor usar a pílula antiga", diz Wolosker.

Editoria de Arte/Folhapress
COMPLICAÇÕES
Quem tem algum fator de risco deve evitar qualquer contraceptivo hormonal e partir para os não hormonais, como o DIU (dispositivo intra-uterino).
"Os hormônios fazem com que as plaquetas coagulem mais facilmente na presença de um estímulo", diz Antonio Mansur, cardiologista do Hospital das Clínicas de SP.
A trombose causa inchaço, dor e, se o coágulo se desprender, pode levar à embolia pulmonar.
Segundo o ginecologista Claudio Bonduki, da Unifesp, a pesquisa só reforça a importância de um exame clínico antes de a mulher começar a tomar anticoncepcional.
"Há várias fórmulas. Cada hormônio tem suas vantagens e desvantagens. É preciso analisar o histórico familiar muito bem."
Algumas das vantagens da pílula mais moderna, com drospirenona, são causar menos retenção de líquidos e diminuir a oleosidade da pele.
Segundo Bonduki, as complicações aparecem no primeiro ano de uso e não pioram com o tempo.
Quem já usa a pílula pode tomar certas precauções, como beber bastante água, usar meias compressoras e não ficar muito tempo sentada.
Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/906200-risco-de-trombose-e-duas-vezes-maior-com-nova-pilula.shtml - JULIANA VINES - 23/04/2011 - 09h00

domingo, abril 17, 2011

Atividade física é importante para quem sofreu ataque cardíaco

Médicos recomendam exercícios de 5 a 6 vezes por semana.

A prática de exercícios deve ser incorporada na vida do ser humano como escovar os dentes e tomar banho, analisam pesquisadores americanos. Um estudo recente reforça a importância da atividade física principalmente para aqueles que sofreram um ataque cardíaco.

O ataque cardíaco ou infarto do miocárdio ou infarto agudo do miocárdio ocorre quando parte do fluxo de sangue para o coração sofre uma interrupção súbita e intensa. Isso produz a morte das células do músculo cardíaco (miocárdio). O responsável pelo ataque é a formação de um coágulo, a partir de uma placa de gordura localizada na artéria do coração. Entra aí o sedentarismo como um fator de risco para a formação dessa placa.

A prática de atividade física promove a elevação do colesterol HDL, considerado o bom colesterol, que favorece as artérias. Os exercícios, principalmente os aeróbicos como corrida, natação e bicicleta, reduzem o ganho calórico do indivíduo, evitando o sobrepeso. A resistência das artérias ao fluxo de sangue também diminui e com isso ocorre a redução da pressão arterial.

Os médicos recomendam exercícios regulares de 30 a 40 minutos, 5 a 6 vezes por semana. Dentre os esportes sugeridos pelos profissionais estão natação, ginástica aeróbica e caminhada. O paciente que sofreu um ataque cardíaco e que passa a fazer esportes terá uma melhora significativa na sua gordura circulante no sangue.

Por Carolina Abranches
Globo.com

A pirâmide da atividade física

Pesquisadores americanos criam esquema mostrando a ordem ideal para a realização das atividades físicas

Encorajar as pessoas a praticar uma atividade física é algo que exige criatividade. Uma equipe de professores da Universidade de Missouri, nos Estados Unidos, deu sua parcela de contribuição nesse sentido. Eles criaram uma pirâmide com a hierarquia das atividades físicas ideais para serem realizadas. A "Pirâmide das Minhas Atividades", como foi batizada, trabalha com proporções. Os degraus vão subindo conforme a quantidade de tempo recomendada para cada atividade, de modo que a inércia - que fica no topo - mereça um espaço mínimo na vida das pessoas.

Na base estão ações que devem ser realizadas com a maior frequência possível, como caminhar, andar de bicicleta e fazer trabalhos domésticos. "Um pouquinho que seja de atividade física já é melhor do que nada", disse à ISTOÉ o americano Stephen Ball, especialista em fisiologia do exercício e um dos criadores do esquema. No segundo degrau vêm os exercícios aeróbicos. E, mais acima, o fortalecimento dos músculos e o alongamento. A pirâmide feita em Missouri não é a primeira do gênero, mas é a única que condensa as recomendações das Diretrizes de Atividades Físicas para os Americanos, divulgadas no ano passado pelo Departamento de Saúde do governo dos Estados Unidos com o objetivo de combater o sedentarismo.

Sua finalidade é passar a mensagem de que a atividade física deve ser um estilo de vida. "As pessoas podem começar pela base", recomenda Ball. Está assistindo à televisão? Esqueça o controle remoto e levante-se para mudar de canal. A casa necessita reparos? Faça você mesmo! Precisa fazer compras? Vá a pé e carregue as sacolas. Qualquer contração muscular eleva o gasto energético em relação ao repouso, melhorando o desempenho do corpo. "Dar no mínimo dez mil passos por dia, somando todos os deslocamentos da manhã até a noite, já traz benefício", avalia Stella Torreão, professora de educação física, do Rio de Janeiro.

A roteirista de televisão Claudia Thevenet, 38 anos, oscila entre as seções da pirâmide, procurando incorporar o máximo de atividades físicas ao seu cotidiano: "Sempre que posso vou aos lugares andando, e nunca uso elevador no meu prédio." Além disso, pratica uma hora e meia de natação ou corrida diariamente.

A pirâmide sugere um tempo mínimo por semana para os exercícios aeróbicos: duas horas e meia de atividades de intensidade moderada (como caminhadas em passo mais acelerado, hidroginástica ou dança de salão) ou uma hora e 15 minutos de exercícios mais puxados (como natação, corrida ou ginástica aeróbica). Eles podem ser divididos ao longo dos dias, em sessões de pelo menos dez minutos. O treinamento provoca alterações no sistema cardiovascular que reduzem os riscos de infarto e acidente vascular cerebral. "Ele melhora a capacidade de contração do músculo cardíaco e aumenta o número de vasos capilares que levam oxigênio para as células", explica o cardiologista João Olyntho, do Comitê Olímpico Brasileiro.

Os exercícios de fortalecimento muscular, segundo a pirâmide, demandam menos tempo, embora também sejam importantes. "O condicionamento dos músculos melhora o equilíbrio e a força", diz Antonio Claudio Lucas da Nóbrega, da Sociedade Brasileira de Medicina do Exercício e do Esporte. O modelo americano sugere a prática pelo menos duas vezes por semana, de uma ou duas séries de exercícios - como flexão de braços, abdominal e levantamento de peso - trabalhando diferentes grupos musculares. O advogado Eduardo Leão Salles, 54 anos, segue a recomendação: intercala a prática de tênis com a musculação. "Com a idade, percebi que era necessário fortalecer Socieos músculos para não sofrer lesões", conta. Os exercícios de flexibilidade, como alongamento, também diminuem os riscos de danos às articulações e aos músculos. A pirâmide sugere sessões mínimas de dez minutos, ao menos duas vezes por semana. No alto está a inatividade.

Fonte: Portal Terra 30/03/2009
http://www.educacaofisica.com.br/noticias/a-piramide-da-atividade-fisica

segunda-feira, março 21, 2011

Artes marciais diminuem risco de fraturas

Técnicas das artes marciais (judô ou kung fu) podem ser eficazes na redução do impacto das quedas em pessoas com osteoporose e diminuir o risco de fraturas ósseas.
Só na cidade de São Paulo, 2.261 idosos foram internados de janeiro a novembro de 2008 por fratura de fêmur -a queda acidental foi responsável por 93% dos casos.
O médico Carlos Muriyama, 67, faz movimento do kung fu em academia de Campinas (SP); ele pratica a arte marcial desde os 60.
No Brasil, cerca de 10 milhões de pessoas sofrem de osteoporose. O problema é mais comum em idosos, especialmente mulheres, e torna os ossos mais finos e fracos.
Os praticantes de judô, por exemplo, aprendem a cair em um movimento de rolamento, distribuindo o impacto sobre uma área maior do corpo.
Uma pesquisa feita na Holanda e publicada na revista "BMC Research Notes" sugere que, se as pessoas com osteoporose aprendessem técnicas similares, poderiam ter menos risco de quebrar um osso.
Eles mediram os efeitos de uma queda em voluntários jovens e saudáveis e compararam os resultados com informações sobre o impacto no fêmur que uma pessoa idosa com osteoporose suportaria.
A conclusão é que o treino é seguro e ajuda os idosos a cair sem se machucar. Mas é preciso usar equipamentos de segurança (como protetores de quadril), para evitar lesões durante o exercício.

Equilíbrio
O psiquiatra e acupunturista Carlos Moriyama começou a praticar kung fu aos 60 anos por causa de uma hérnia cervical. Ele está tão convencido dos benefícios que indica o esporte aos seus pacientes.
"Tenho um paciente de 78 anos que tem osteoporose e faz kung fu. Melhora a atenção, reação, postura e ainda proporciona alongamento. Também reduz o risco de quedas", diz.
Marcelo Saad, fisiatra e acupunturista do hospital Albert Einstein, diz que qualquer exercício que busque o domínio do equilíbrio pode ajudar a prevenir quedas.
"Isso faz a pessoa ficar mais atenta e desenvolver reflexos para coordenar melhor os movimentos e reduzir impactos."
O médico pondera que idosos com a osteoporose já avançada podem se machucar. "Nesses casos, é melhor trabalhar técnicas de equilíbrio já consagradas [como o Tai Chi Chuan] para prevenir a queda em vez de ensiná-los a cair com menos impacto", sugere.
O professor Walter Roberto Correia, membro do Grupo de Pesquisas em Lutas, Artes Marciais e Modalidades Esportivas da USP e mestre de kung fu, diz que é preciso ter cautela ao indicar artes marciais para quem tem osteoporose.
"É claro que uma pessoa que faz kung fu ou judô tem um controle corporal melhor. Mas, se o programa for mal prescrito, a atividade pode se tornar um risco", afirma.
Correia acrescenta que as técnicas devem ser adaptadas. "A linha entre o benefício e o risco de lesões é muito tênue. O instrutor precisa dominar a técnica e também saber fazer as adaptações necessárias", diz.

Fonte: www1.folha.uol.com.br/folha/equilibrio/noticias/ult263u737996.shtml

Tai Chi Chuan pode aliviar doença em idosos, diz estudo

O tai chi chuan, prática oriental que mistura meditação e elementos de arte marcial, combate a depressão nos idosos.
É o que aponta um estudo da Universidade da Califórnia, publicado no "American Journal of Geriatric Psychiatry".
Ao todo, 73 pessoas com mais de 60 anos e que tinham a doença foram selecionadas para tomar um antidepressivo padrão e complementar o tratamento ou com sessões de duas horas semanais de tai chi ou com aulas sobre saúde.
Quatro meses depois, a melhora no grupo que praticou a terapia oriental chegou a 94%; no outro, não passou de 77%.
Fonte: www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/891722-tai-chi-chuan-pode-aliviar-doenca-em-idosos-diz-estudo.shtml

terça-feira, março 08, 2011

Insônia, o que é, e como combatê-la

A sociedade atual é inimiga do sono, existe um excesso de atividades cognitivas, internet a noite, depois querem dormir num passe de mágica.
Como o corpo adormece?, ao final do dia um hormônio, a melatonina, começa a ser produzido no nosso cérebro, na glândula pineal. A temperatura corporal cai e os níveis de cortisol diminuem, e outros neurotransmissores (adenosina, acetilcolina e o gaba) também atuam no mecanismo do sono. No insone os níveis de cortisol permanece inalterada mesmo a noite.
Segundo a nutricionista do Hospital de Clínicas da Unicamp Salete Campos, existe nos alimentos uma substância que favorece o trabalho do nosso corpo em restabelecer o equilíbrio durante a noite: o triptofano. "Uma vez no cérebro, ele aumenta a produção da serotonina, substância conhecida como o hormônio do bom humor, que tem poder sedativo e ajuda a induzir e melhorar o sono". Essa substância pode ser encontrada em carnes magras, peixes, leites e iogurtes desnatados, queijos brancos e magros, nozes, banana e leguminosas. A serotonina ainda regula o nosso relógio biológico.

A insulina também tem papel importante no padrão do sono. Hipoglicemia, ou baixa quantidade de açúcar no sangue, costuma ocorrer à noite porque é quando não nos alimentamos. Quando o nível de glicose cai, a adrenalina é liberada como uma fonte secundária. Como o hormônio é estimulante, pode causar distúrbios do sono. Por isso, é necessária a ingestão de carboidratos. "Eles favorecem o aumento nos níveis de insulina, que auxiliam na 'limpeza' dos aminoácidos circulantes no sangue", explica Salete. Algumas fontes de carboidratos são pães, cereais, biscoitos, massas, arroz, frutas, legumes, granola e polenta. A nutricionista aproveita para advertir: "Uma alimentação pobre em carboidratos, por vários dias, pode levar a alterações de humor e depressão".

Vitamina B6 e magnésio são outros nutrientes essenciais para que o organismo esteja em paz na hora de ir para a cama. Segundo Salete, os dois também estão envolvidos na produção da serotonina. A vitamina B6 está presente em frango, atum, banana, cereais integrais, levedo de cerveja, arroz integral, cará e semente de gergelim. O magnésio em alimentos como tofu, soja, caju, tomate, salmão, espinafre, aveia e arroz integral.

Para não correr o risco de ter uma noite de sono agitado ou com pesadelos, a orientação da especialista é não beber líquidos que são fontes de xantina e cafeína, que estimulam o sistema nervoso central. Entre eles: chocolate, café, chá preto ou mate, guaraná, refrigerantes à base de coca e, claro, bebidas alcoólicas. No caso de serem consumidos, é aconselhável que seja quatro horas antes do sono.

Se, mesmo observando as orientações acima, você acaba passando mais tempo tentando dormir do que dormindo de fato, a nutricionista diz que o chá de camomila é uma boa alternativa. "Uma florzinha de longa data, conhecida de nossas tataravós que sempre foi usada para acalmar crises de nervosismo. Ela tem efeitos relaxantes, ameniza a ansiedade e reduz a depressão".
Fonte: http://www.minhavida.com.br
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